segunda-feira, 12 de setembro de 2011




IA EU, NINFA, SEGUINDO...


Houve um tempo
Nos meus tempos
Em que eu,
Depois ninfa do Tejo
Era bancante e pairava
Além dos Montes Hermínios

Uma a tarde caminhava
Mal envolta em minha toga,
Presume-se que vermelha,
Por cima da erva tenra.

Aqui e ali colhia
Campainhas coloridas
Das que ainda ali nascem
Azuis, pendentes e brancas
E a meio do mês terceiro
Surgem outras, amarelas.

Pois ia eu sossegada
Na beleza de meus dias
O sol manhoso filtrava
Dentre os carvalhais centelhas
Doiradas, finas, esplendentes
Que se ondulavam nos fios
Dispersos de meus cabelos

De tudo tão distraída
Seguia, então como agora,
Saltitante vereda fora,
Por vezes fora da vereda,
De súbito oiço um clic
E um rasgo arrastar ligeiro!
Levo as mãos ambas ao seio
As flores dos dedos soltando,

Que ante meus olhos vislumbro
Um gentil rosto barbudo
Brilhantes olhos afoitos
E a beleza de seu torso
Mais luzente do que oiro...

No céu, disseram depois,
Que Zeus se rira bem alto
Daquele meu sobressalto
Defrontando o belo fauno.
Afrodite, divertida,
Serviu-lhe uma taça de ambrosia
E Minerva, de zangada,
Bole que bole com a agulha,
Tecia uma peúga
Não fosse o Eros menino
Apanhar um resfriado!


 Autora:  Maria Petronilho
Vestígios Divinos


       ***  (Na Serra de Marumbi) ***
 
 
Houve deuses aqui, se não me engano;
Novo Olimpo talvez aqui fulgia;
Zeus agastava-se, Afrodite ria,
Juno toda era orgulho e ciúme insano.
Nos arredores, na montanha ou plano,
Diana caçava, Actéon a perseguia.
Espalhados na bruta serrania,
Inda há uns restos da forja de Vulcano.
Por toda esta extensíssima campina
Andaram Faunos, Náiades e as Graças,
E em banquete se uniu a grei divina.
Os convivas pagãos ainda hoje os topas
Mudados em pinheiros, como taças,
No hurra festivo erguendo no ar as copas


Autor: Alberto de Oliveira
                        
 
O Pior dos Males

Baixando à Terra, o cofre em que guardados
Vinham os Males, indiscreta abria
Pandora. E eis deles desencadeados
À luz, o negro bando aparecia.
O Ódio, a Inveja, a Vingança, a Hipocrisia,
Todos os Vícios, todos os Pecados
Dali voaram. E desde aquele dia
Os homens se fizeram desgraçados.
Mas a Esperança, do maldito cofre
Deixara-se ficar presa no fundo,
Que é última a ficar na angústia humana...
Por que não voou também? Para quem sofre
Ela é o pior dos males que há no mundo,
Pois dentre os males é o que mais engana.
Autor:   Alberto de Oliveira

domingo, 11 de setembro de 2011

O coração quer
Queria tocar teu rosto e sentir sua pele macia...
No teu peito encostar a cabeça e sentir teu cheiro,
Sentir os dedos da tua mão entre os meus...
Saber se os teus braços se assemelham aos meus,
Ouvir sua voz sussurrar, no meu ouvido, falando dos teus sentimentos,
 Eu fecharia os olhos...
Queria conhecê-lo como mais ninguém, conhecer teu sabor...
Ouvi-lo falar dos seus sonhos...
Dançar contigo noites sem fim, e acabar entre abraços e beijos,
 Cumplicidade e desejo.
Algo me prende á você, de modo que não consigo entender...
De tal modo que consigo te ver á minha frente, á me olhar nos olhos...
Enquanto a sua mão se aproxima do meu rosto, e enxuga a lagrima que escorre até meus lábios.
A Loucura
A loucura, è um sonho
Que quem comanda è o coração
A loucura è um jogo
È só quem perde è a razão
A loucura è um caminho
È quem um segue è sem noção
A loucura, è o espelho
È seu reflexo è abstrato
A loucura è um céu estrelado
Que para esconder seu contraste...
Logo arrumou um disfarce.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Estou cansada....
 De fingir que está tudo bem                                                                          
            Quando não esta.
Estou cansada
De me iludir com o mundo de seres livres
Quando na verdade sou refém de suas mentiras.
De enganar as pessoas com um sorriso,
 Quando na verdade todo dói por dentro
 Não sei como minhas lágrimas ainda não se tornaram sangue
Pois a cicatriz do meu coração ainda jorra...
Estou cansada, de passar noites em claro
Tentando entender visões,
 E pesadelos
 Cansada de acorda no meio da noite,
 Gritando, com o coração apertado
Com a triste certeza do que vai acontecer,
Mas sem poder fazer nada para evitar.
Como podo em um mundo tão maravilhoso
 Existir tantas mentiras e dor?
A verdade è que quanto mais eu conheço este mundo
Mas tenho vontade de sair dele...
De: Lyra
Até os anjos choram quando estão tristes

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

E novamente a morte olhou em meus olhos, antes de colher mais uma flozinha do meu jardim,ela me olha como se pedisse permição,para colhe-la, e são minhas lágrimas q respondem...
  -eu deixo q ela vá,.. levia para um lugar seguro, calmo, como um abraço de mãe, levia em seu colo,  faça ela sorrir e diga, que neste mundo tem pessoas q a amam, e que vão sofrer muito com sua falta, mais que entendem, que sua missão já foi comprida, e que nunca vão esquecer dos nossos momentos...

E com um sorriso me disperço da minha flozinha e da morte, mais não como um "adeus" e sim como um... "Até logo"... pois sei que ainda nós veremos.